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Peça 50% de adiantamento no primeiro projeto com qualquer cliente novo: dinheiro recebido antes do trabalho não depende de foro, de arbitragem nem de advogado, e US$ 3.000 de um projeto de US$ 6.000 já limitam a perda máxima ao trabalho de metade do escopo.
Troque a cláusula de foro por arbitragem com sede no Brasil, ou por foro da comarca da sua cidade: empresa pequena e média aceita com mais frequência do que parece, e o argumento que funciona é o custo de ambos os lados, não a justiça da coisa.
Se o cliente não abrir mão do foro americano, peça a cláusula de honorários para a parte vencedora: uma frase prevendo que o perdedor arca com custas e honorários razoáveis da parte vencedora inverte a economia da cobrança e transforma a ameaça de processo em algo crível.
Retenha o entregável final até a confirmação do pagamento: código em repositório privado sob sua conta, arquivo editável não liberado, acesso de administrador ainda no seu nome. A posse do que ainda não foi entregue vale mais que qualquer cláusula, porque não exige tribunal para ser exercida.
Estabeleça juros de mora e suspensão de trabalho em contrato: uma linha prevendo 1,5% ao mês sobre valores em atraso e a interrupção dos serviços após quinze dias de inadimplência dá base contratual para parar sem quebrar o acordo.
Fature por marcos curtos, nunca por entrega única no fim: quatro faturas de US$ 1.500 com pagamento a cada duas semanas limitam a exposição máxima a US$ 1.500, e o atraso aparece cedo, quando ainda dá para parar.
O erro mais comum aqui é confundir simpatia com garantia. Cliente atencioso, pontual nas reuniões e generoso nos elogios pode simplesmente parar de responder quando o caixa dele aperta, e o contrato assinado em janeiro é o único documento que fala por você em agosto.
O segundo erro é aceitar o contrato porque o valor parece pequeno demais para negociar. Projeto de US$ 6.000 com cliente recorrente vira US$ 40.000 em um ano, e a cláusula assinada no primeiro contrato costuma ser reaproveitada em todos os seguintes.
"Você conseguiria pagar hoje, do próprio bolso, o advogado americano necessário para cobrar a maior fatura que está aberta na sua carteira?"
A proteção que fecha a conta custa R$ 15.900 recebidos antes da primeira linha de trabalho, metade de um projeto de US$ 6.000, mais R$ 2.650 pela revisão das cláusulas de foro, honorários e rescisão por um advogado brasileiro de contratos internacionais, equivalente a US$ 500, tudo convertido pelo dólar de R$ 5,30 da PTAX do Banco Central do Brasil na cotação de 11/09/2026.
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